A Polícia Federal cumpre, nesta quinta-feira (3), mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal contra o deputado federal Ricardo Abrão (PSDB). A ação apura suspeitas de compra de votos em Nilópolis, na Baixada Fluminense, durante as eleições municipais de 2024.
A medida é um desdobramento de investigação iniciada em outubro de 2024. O processo resultou na prisão de 24 pessoas e na Operação Astreia, deflagrada em fevereiro de 2025, que investiga organização criminosa envolvida em fraude à cota de gênero, lavagem de dinheiro e apropriação de recursos do financiamento eleitoral.
Ricardo Abrão é advogado e ex-deputado estadual do Rio de Janeiro. Ele assumiu a cadeira de deputado federal em abril do ano passado, após a cassação de Chiquinho Brazão, condenado por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018.
O parlamentar, que concorre à reeleição, recebeu R$ 480 mil da Direção Nacional do PSDB para financiar sua campanha. O valor representa a totalidade dos recursos recebidos por sua candidatura até o momento.
A apuração anterior também mirou o prefeito Abraão Davi Neto (PL), primo de Ricardo Abrão. Na ocasião, a PF apreendeu R$ 172 mil em espécie, além de documentos e celulares na residência do prefeito.
Ricardo Abrão é filho de Farid Abrão David, ex-prefeito de Nilópolis por três mandatos e presidente da escola de samba Beija-Flor. O deputado também presidiu a agremiação entre 2017 e 2021.


