A Secretaria estadual de Polícia Penal (Seppen) deflagrou, nesta quinta-feira (3), nova fase da Operação Illicitus no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, o Bangu 4, na Zona Oeste do Rio. A ação visa reprimir a entrada de materiais ilegais e mira chefes do Terceiro Comando Puro (TCP), visitantes e policiais penais.
Durante as diligências no Complexo de Gericinó, as equipes apreenderam 23 telefones celulares e drogas. A ofensiva busca desarticular a comunicação entre integrantes de facções criminosas que estão detidos e aqueles que permanecem em liberdade.
Desde o início de agosto, a Operação Illicitus retirou de circulação 567 celulares e cerca de oito quilos de drogas do sistema prisional. Na última segunda-feira, 64 aparelhos foram recolhidos na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, unidade que custodia membros do Comando Vermelho.
O balanço do período registra a prisão de 11 visitantes que tentavam entrar em unidades prisionais com materiais proibidos. Dois policiais penais também foram flagrados em atividades ilícitas.
As ações são coordenadas pelas subsecretarias Operacional e de Inteligência, além da Corregedoria-Geral da Seppen. O nome da operação deriva do latim illicitus, que significa ilícito ou proibido.
Em nota, a Seppen informou que as medidas são importantes para o enfraquecimento do crime organizado e a segurança da população, operando sob o controle da legalidade para garantir a ordem no sistema prisional.


