Um integrante da torcida organizada Esquadrão Vilanovense foi preso na tarde de terça-feira (1º), em Goiânia, suspeito de ameaçar de morte uma testemunha de investigações sobre ataques a torcedores rivais. O homem também teria divulgado em grupos da organizada o vídeo sigiloso do depoimento da vítima, segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO).
O delegado Samuel Moura, do Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Geprot), informou que o indivíduo passou a ameaçar a testemunha de forma veemente. A PCGO agora investiga como o preso obteve acesso ao vídeo do inquérito sigiloso, já que ele não figurava entre os investigados naquele procedimento específico.
O detido já havia sido preso em setembro de 2025, durante a Operação Bola da Vez, sob a suspeita de liderar emboscadas contra rivais. A prisão atual é um desdobramento de apurações sobre um ataque ocorrido em 15 de março, no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia.
Naquela ocasião, torcedores do Goiás Esporte Clube que voltavam da final do Campeonato Goiano foram interceptados por um grupo do Vila Nova. Imagens de segurança registraram o momento em que um veículo atingiu uma motocicleta, derrubando o passageiro e o motorista de aplicativo. Os ocupantes foram agredidos com armas brancas e de fogo, e peças de roupa foram roubadas e expostas em redes sociais.
A primeira fase da operação resultou em três prisões e cinco mandados de busca em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília, com apoio da Polícia Civil do Distrito Federal. A análise de materiais recolhidos permitiu identificar a estrutura e a divisão de tarefas do grupo.
Na segunda fase, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca na Região Metropolitana de Goiânia contra ligados ao 20º Comando do Esquadrão Vilanovense. A apuração também associou o grupo a outra emboscada ocorrida em 20 de dezembro de 2025, na Praça do Jacaré, em Goiânia.


