Os preços dos imóveis residenciais subiram 0,53% em agosto, acelerando o ritmo de alta registrado em julho, que foi de 0,46%, segundo o Índice FipeZap de Venda Residencial. Em 12 meses, a valorização chegou a 5,49%, superando a inflação oficial de 4,14% no mesmo período.
Todas as 56 cidades monitoradas pelo indicador acumularam alta nos últimos 12 meses. Entre janeiro e agosto, os preços subiram 3,44%, valor superior aos 3,02% da inflação ao consumidor utilizada como referência pelo levantamento.
Para Mariangela Silva, economista do Grupo OLX, a resistência dos preços ocorre porque juros e crédito são apenas parte dos fatores que determinam o valor de uma residência. Segundo a economista, o equilíbrio entre oferta e demanda, a procura por regiões específicas e as características do estoque influenciam a formação dos preços.
No resultado mensal de agosto, 46 dos 56 municípios pesquisados tiveram aumento. Entre as 22 capitais, 18 registraram alta. Vitória liderou o avanço com 1,31%, seguida por Brasília, com 1,28%, e Aracaju, com 1,07%. As quedas foram registradas em Curitiba (0,25%), Campo Grande (0,19%), Belém (0,19%) e Belo Horizonte (0,08%).
A alta média de 0,53% ocorreu em um mês de deflação nos indicadores de comparação: o IPCA-15 recuou 0,40% e o IGP-M caiu 0,22% em agosto. No acumulado de um ano, o FipeZap (5,49%) ficou acima do IPCA (4,14%) e do IGP-M (2,16%).
Imóveis de um dormitório foram os que mais valorizaram em 12 meses, com alta de 7,33%. Unidades de dois dormitórios subiram 5,31%, as de quatro ou mais quartos aumentaram 5,40% e as de três dormitórios tiveram a menor alta, de 4%.
O preço médio do metro quadrado na amostra foi de R$ 9.954 em agosto. Nas unidades de um dormitório, o valor chegou a R$ 12.184 por metro quadrado, enquanto nos imóveis de dois dormitórios a média foi de R$ 8.932. Silva afirmou que o valor total mais acessível dos compactos atrai quem mora sozinho, casais sem filhos, estudantes e investidores.


