O senador Wilder Morais (PL), candidato ao governo de Goiás, enfrenta a saída de prefeitos correligionários que declararam apoio a Daniel Vilela (MDB). A executiva estadual do PL reagiu com a abertura de processos disciplinares que podem resultar na expulsão dos dissidentes, incluindo o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa.
O movimento de deserção ocorreu no último sábado (29), quando Márcio Corrêa e o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão, manifestaram apoio a Vilela. Corrêa, eleito em 2024 com suporte da legenda e de Jair Bolsonaro, afirmou que Vilela é um governador que entrega resultados. Em nota, o PL-GO informou que a conduta é vedada pelo estatuto, já que a sigla possui candidatura própria homologada desde 3 de agosto.
Wilder Morais reagiu publicando um vídeo nas redes sociais. O senador cobrou a valorização da palavra e afirmou que qualquer dissidente seria considerado traidor se Bolsonaro estivesse livre para reagir. Morais declarou que mantém seu compromisso com a cidade de Anápolis, independentemente da postura do prefeito.
A crise interna divide a sigla. O deputado federal Gustavo Gayer e o vereador Vitor Hugo defenderam Corrêa, argumentando que outros mandatários filiados também apoiam Vilela e não foram punidos. Enquanto isso, Marconi Perillo (PSDB) afirmou ter combinado apoio mútuo com Wilder para um eventual segundo turno, embora a campanha do senador negue qualquer acordo com outras candidaturas.
A situação política reflete os números da última pesquisa Quaest. Vilela lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Perillo com 20% e Wilder com 12%. O candidato do PT, Luis Cesar Bueno, aparece com 4%, enquanto 20% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Para tentar reverter o cenário, a campanha de Wilder lançou um novo jingle com o refrão “nenhum dos dois é 22”, em referência a Vilela e Perillo. A estratégia foca em se posicionar como a única alternativa de direita, ignorando a candidatura petista, que ainda tenta organizar a agenda de rua de Luis Cesar Bueno após mudanças na definição do nome do partido.


