Três candidatos à Presidência da República se posicionaram publicamente nesta terça-feira (1º) sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) reagiram a informações sobre contratos e repasses financeiros envolvendo o magistrado.
Flávio Bolsonaro afirmou a jornalistas, ao chegar ao Senado, que Alexandre de Moraes deveria renunciar ao cargo. O senador foi questionado sobre uma transferência ocorrida em setembro de 2025, oito dias após ter cobrado Vorcaro por parcelas atrasadas de um longa-metragem. Bolsonaro disse que não acompanha a movimentação financeira da obra e atribuiu à produtora a responsabilidade por prestar esclarecimentos.
Romeu Zema utilizou a rede social X para reagir a informações sobre um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master, de Vorcaro, e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Zema afirmou que a Polícia Federal (PF) demonstrou que Moraes editou o contrato no mesmo sistema usado para despachar processos e que teria pedido proteção para o banqueiro junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao diretor da PF.
O candidato do Novo informou que protocolou um pedido de impeachment contra o ministro em março deste ano, enquanto ainda era governador de Minas Gerais. Zema declarou que o impeachment é insuficiente e que o magistrado deveria ser preso e devolver o dinheiro.
Durante visita à Expointer, feira agropecuária em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Augusto Cury defendeu o fim da vitaliciedade dos cargos do STF. O candidato do Avante afirmou a jornalistas que os ministros deveriam exercer a função por um período de oito anos.


