O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou a morte de 23 integrantes de uma dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a captura de outros seis em operação militar realizada no dia 30 de agosto, na região de Lagos del Dorado, no departamento de Guaviare.
O chefe de Estado divulgou um vídeo em que caminha diante dos cadáveres e apresenta armamentos apreendidos durante a Operação Azarías. A ofensiva teve como alvo o Frente Carolina Ramírez, grupo subordinado a Iván Mordisco. Entre os mortos estava o líder da facção, conhecido como Tigre ou Pintado, enquanto o dirigente identificado como Víctor foi preso.
As forças de segurança apreenderam 28 fuzis, quatro metralhadoras, três pistolas e explosivos. Um menor foi resgatado no acampamento e entregue ao Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar. O governo afirmou que a ação atingiu a estrutura de comando da organização e reduziu sua capacidade de controle territorial na região amazônica.
O Instituto Nacional de Medicina Legal confirmou a morte de dois menores na operação, embora não tenha informado as idades. O órgão forense também registrou a recepção de 24 cadáveres, número superior aos 23 anunciados pelo governo. Até o dia 4 de setembro, 20 corpos foram identificados, sendo 12 homens e oito mulheres.
A divulgação das imagens causou críticas do ex-presidente Gustavo Petro e da defensora do Povo, Iris Marín. Marín questionou o uso de corpos em apresentações oficiais, embora tenha dito não haver elementos que vinculem a ação a casos de falsos positivos. Espriella rejeitou as críticas e afirmou que a medida demonstra a recuperação do controle territorial.
A nova política de segurança de Espriella, que assumiu a Presidência em 7 de agosto, substitui a estratégia de negociação simultânea do governo anterior. A gestão atual transferiu 117 presos para unidades de segurança máxima e aderiu ao Escudo das Américas, iniciativa dos Estados Unidos contra o narcotráfico. Washington anunciou um pacote de até US$ 1 bilhão para a segurança do país, dependente de aprovação do Congresso norte-americano.


