O presidente do Conselho Diretor do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, arquivou nesta segunda-feira (31) o pedido de afastamento do vice-presidente de Patrimônio, Marcos Motta. A representação, enviada por grupos de oposição na semana passada, alegava que a atuação profissional do advogado no mercado do futebol configuraria conflito de interesses.
A denúncia foi encaminhada à Diretoria dos Conselhos, ao Conselho Deliberativo e à Presidência do Conselho Diretor. O texto sustenta que Motta, sócio-fundador do escritório Bichara e Motta Advogados, exerce atividades incompatíveis com o cargo de direção ao prestar consultoria para outros clubes e estruturar SAFs.
Entre os exemplos citados na representação estão a transformação do Amazonas em SAF, a atuação junto ao Santa Cruz e a transferência do volante Zé Lucas do Sport para o Cruzeiro. O documento também menciona a estruturação da SAF do Santos.
O pedido foi assinado pelos grupos Flafut, NossoFLA, PróFla, Sempre Flamengo, Sinergia, Vanguarda e Vencer. Os grupos utilizaram como precedente o caso do ex-presidente Rodolfo Landim, que teve direitos políticos suspensos após atuar na SAF do Confiança-SE.
Segundo a oposição, a atividade de Motta no mercado seria mais abrangente que a de Landim. A representação cita uma declaração de Baptista sobre a necessidade de exclusividade ao Flamengo para questionar a disparidade de critérios, classificando a situação como “dois pesos e duas medidas”.
O Conselho Deliberativo, que também foi provocado a se manifestar sobre o impedimento estatutário de Motta, ainda não tratou do tema. A decisão do Conselho Diretor pode permitir que Rodolfo Landim exija tratamento semelhante para recuperar seus direitos como membro nato dos conselhos.

