As principais plataformas de inteligência artificial generativa, incluindo ChatGPT, Gemini, Claude e Grok, registraram instabilidades simultâneas nesta quinta-feira (3). O episódio, que começou a ser revertido ao longo da tarde, evidenciou a dependência de organizações e profissionais em relação a essas ferramentas para a execução de atividades rotineiras.
Dados do Downdetector indicam que o ChatGPT, da OpenAI, superou 37 mil notificações de falhas. O Claude, da Anthropic, e o Grok, da xAI, registraram mais de mil relatos cada, enquanto o Gemini, do Google, acumulou centenas de notificações de instabilidade.
A especialista em Privacidade, Inovação e IA Sâmya Massari afirmou que a indisponibilidade mostra o espaço que as plataformas ocupam nas organizações. Segundo Massari, muitos processos são automatizados e sustentados por IA, o que faz com que a queda impacte tanto a atividade-meio quanto a finalística das empresas.
Para a especialista, o risco torna-se crítico quando a inteligência artificial deixa de ser um apoio e passa a ser o único meio disponível para certas tarefas, afetando a receita e a produtividade dos profissionais. Ela sugeriu a mitigação desse risco por meio do uso de ferramentas de diferentes fornecedores e a preparação de processos de transição para operar sem a tecnologia.
Massari defende que as empresas realizem o mapeamento de todas as atividades que dependem de IA para definir ações em situações de crise. A profissional disse que o fator humano deve ser preservado, especialmente em decisões estratégicas, para evitar que a inacessibilidade tecnológica paralise o negócio.
Sobre os impactos financeiros, a especialista explicou que é possível calcular o dano material comparando o período de indisponibilidade com a média habitual de produção. Ela considerou fundamental a adoção de programas de governança em IA para estruturar a arquitetura de segurança e a cibersegurança das organizações.


