A produção industrial brasileira avançou 0,2% em julho, na comparação com junho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira (2). O índice, que utiliza série com ajuste sazonal, interrompeu dois meses consecutivos de taxas negativas, embora tenha recuado 0,5% em relação a julho de 2025.
No acumulado de janeiro a julho, a produção cresceu 1,1%, com expansão de 0,6% nos últimos 12 meses. A média móvel trimestral, porém, registrou queda de 0,8% no período encerrado em julho. Entre os 25 ramos pesquisados, 13 apresentaram aumento na produção durante o mês.
O segmento de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos teve a maior alta, com avanço de 12,2%, revertendo recuos acumulados de 12,5% nos dois meses anteriores. Outros destaques positivos foram equipamentos de transporte, com alta de 11,2%, e produtos do fumo, com 11,1%. A produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis subiu 1,1%.
As indústrias extrativas recuaram 1%, registrando a terceira queda consecutiva, com perda acumulada de 4,1%. Retrações também foram notadas em impressão e reprodução de gravações, com queda de 17,2%, e em produtos diversos, que recuaram 9%.
Entre as categorias econômicas, os bens de consumo duráveis tiveram a maior expansão mensal, de 3,2%, impulsionados por automóveis, motocicletas e eletrodomésticos da linha branca. Bens de capital subiram 2,4% e bens de consumo semi e não duráveis cresceram 0,5%. Apenas os bens intermediários recuaram, com queda de 0,2%.
Na comparação anual com julho de 2025, a indústria recuou 0,5%. As maiores quedas foram em produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-13,7%), produtos diversos (-12%) e produtos químicos (-6,9%). Em contrapartida, houve crescimento em veículos automotores (7,6%) e produtos do fumo (23,6%).
Nos sete primeiros meses de 2026, a indústria acumula alta de 1,1%. Bens de consumo duráveis (1,9%) e bens intermediários (1,8%) lideram os avanços. Já os bens de capital acumulam queda de 4,9% no ano, pressionados por recuos de 20,7% em bens agrícolas e 15,6% em bens de uso misto.


