Uma professora de 26 anos morreu no dia 28 de agosto, no Rio de Janeiro, após receber alta médica por duas vezes em uma unidade municipal de saúde. A paciente procurou atendimento com dores no peito, mas foi diagnosticada com crise de ansiedade antes de sofrer um infarto em outro hospital.
A vítima deu entrada na emergência de uma unidade em Irajá, na Zona Norte, com sintomas compatíveis com quadro cardíaco. Segundo familiares, ela foi examinada e liberada. Cerca de três horas depois, a mulher retornou ao hospital com as mesmas queixas e passou por nova bateria de exames.
A família relatou que a paciente chegou a desmaiar e apresentou piora no quadro durante a segunda visita, mas teria sido tratada como se estivesse em crise de ansiedade. Após nova medicação e alta, ela passou mal novamente e foi levada a outra instituição médica, onde sofreu o infarto e morreu.
Os parentes questionam a falta de protocolos adequados para os sintomas informados e afirmam que os exames apresentavam alterações que precisam ser esclarecidas. O grupo cobra explicações sobre a condução do caso diante da piora do estado de saúde da professora.
Em nota, o Hospital Municipal Francisco da Silva Telles afirmou que prestou assistência conforme o quadro clínico. A unidade informou que realizou eletrocardiograma, hemograma e radiografia do tórax, e que os resultados ficaram dentro da normalidade. A direção disse que os sinais vitais permaneceram normais, o que levou à prescrição de medicação sintomática e alta.
O caso é investigado pela 59ª DP (Duque de Caxias). A Polícia Civil realiza diligências para apurar as circunstâncias da morte e a sequência dos atendimentos realizados na unidade municipal.


