Professores da rede particular de ensino do Rio de Janeiro realizam, nesta quarta-feira (2), uma paralisação de 24 horas devido ao impasse nas negociações da campanha salarial. Segundo o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), pelo menos 21 instituições têm aulas paralisadas, com atos concentrados no Largo do Machado e em diversos pontos da cidade.
A mobilização foi aprovada por docentes da Educação Básica após tentativas de acordo entre o Sinpro-Rio e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe-Rio). Manifestações foram registradas na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, na Praça Antero de Quental, no Leblon, e na Avenida Francisco Bicalho, na região da Leopoldina.
O funcionamento das unidades varia conforme a adesão. Instituições como o Colégio São Vicente de Paulo, Edem, CEAT, Sá Pereira, Andrews, Escola da Travessa, Ogamitá, Habitat, Cruzeiro, Santa Teresa de Jesus, Nossa Senhora de Lurdes, QI, Maria Felipa, Semente do Saber, Escola Jangada, Casa da Mangueira e Teresiano registraram adesão. A Escola Parque e o Colégio Cruzeiro informaram que manterão as portas abertas, embora a rotina possa sofrer alterações.
O ponto central da divergência é o reajuste salarial. A categoria reduziu a reivindicação inicial de 8% para 6%. O Sinepe-Rio apresentou proposta de 3,77%, com aplicação retroativa a abril. Os professores também pedem a inclusão de 3% na remuneração referente à hora-atividade, para cobrir tarefas de planejamento, correção de provas e reuniões pedagógicas.
Afonso Celso Teixeira, diretor do Sinpro-Rio, afirmou que a paralisação reflete reivindicações acumuladas há anos e a carga de trabalho fora da sala de aula. A pauta inclui ainda a criação de uma mesa paritária para questões acadêmicas, equiparação salarial entre segmentos da Educação Básica e a ampliação da licença-paternidade para 20 dias.
A greve ocorre após uma audiência de mediação judicial em 25 de agosto terminar sem acordo. No sábado (29), assembleia de professores aprovou a paralisação de 24 horas. O Colégio Cruzeiro informou que já havia concedido antecipação do reajuste da categoria e que o movimento não tem relação direta com a instituição.


