Professores de escolas particulares do Rio de Janeiro realizam uma greve de 24 horas nesta quarta-feira (2) devido a um impasse nas negociações salariais. Segundo o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), pelo menos 19 instituições de ensino estão com as aulas paralisadas.
A paralisação foi aprovada por docentes da Educação Básica após tentativa de mediação judicial entre o Sinpro-Rio e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe-Rio) terminar sem acordo no dia 25 de agosto. Manifestações ocorreram desde o início da manhã na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, na Praça Antero de Quental, no Leblon, e na Avenida Francisco Bicalho, na Leopoldina. Um ato unificado está previsto para o Largo do Machado, na Zona Sul.
A principal divergência está no índice de reajuste. O Sinpro-Rio reduziu a reivindicação inicial de 8% para 6%, enquanto a proposta do Sinepe-Rio é de 3,77%, com retroatividade a abril. A pauta inclui a remuneração de 3% referente à hora-atividade, para cobrir planejamento de aulas, correção de provas e reuniões pedagógicas.
Afonso Celso Teixeira, diretor do Sinpro-Rio, afirmou que a greve reflete reivindicações acumuladas há anos e o aumento da carga de trabalho fora da sala de aula. A categoria pede ainda a criação de uma mesa paritária para questões acadêmicas, ampliação da licença-paternidade para 20 dias e a equiparação salarial entre diferentes segmentos da Educação Básica.
O impacto nas instituições varia. Escolas como Colégio São Vicente, Édem, CEAT e Teresiano aderiram ao movimento, segundo o sindicato. Já a Escola Parque e o Colégio Cruzeiro informaram que manterão as portas abertas. O Colégio Cruzeiro declarou em comunicado aos responsáveis que já concedeu antecipação do reajuste e que a rotina poderá sofrer alterações apenas conforme a ausência de professores.


