O Partido dos Trabalhadores (PT) publicou críticas a Alexandre de Moraes em seu site oficial em 2016, época em que o magistrado era ministro da Justiça no governo de Michel Temer. Atualmente, a legenda e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitam citar o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em manifestações públicas.
Em 8 de outubro de 2016, o PT divulgou material intitulado “Moraes recebeu R$ 4 mi de empresa investigada pela PF”. O texto baseava-se em apurações sobre a Operação Acrônimo, que detalhava um pagamento de R$ 4 milhões da construtora JHSF para o escritório de advocacia de Moraes.
A publicação do partido informou que a Polícia Federal (PF) solicitou a abertura de um inquérito para investigar o caso. O procedimento foi arquivado posteriormente pelo ministro do STF Luiz Fux. Naquele período, Moraes ainda não havia sido indicado para a Corte, o que ocorreu apenas em 2017.
Dez anos depois, o ministro está no centro de uma crise no STF devido à divulgação de mensagens com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do antigo Banco Master. Na noite de quinta-feira (3), Lula publicou um vídeo nas redes sociais sobre as investigações do banco, mas não mencionou Moraes.
Edinho Silva, presidente nacional do PT e coordenador da campanha de reeleição de Lula, também comentou a crise judicial no dia anterior. Ele afirmou que “o sistema apodreceu” e defendeu mudanças nas esferas política e judicial, sem citar o nome do ministro.
Enquanto a cúpula do partido mantém o silêncio sobre Moraes, aliados do governo federal passaram a concentrar críticas no ministro André Mendonça.


