O PT conseguiu atrair para seu lado um número maior de candidatos nas eleições estaduais de 2026 do que o PL, segundo levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O grupo de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva soma 4.250 postulantes, enquanto o de Flávio Bolsonaro alcança 3.957.
O cálculo considera representantes de partidos em coligação com as duas siglas nos estados, abrangendo candidatos a governador, vices, senadores, suplentes e deputados federais e estaduais. Outros 9.381 candidatos disputam os pleitos por legendas que não se aliaram a nenhum dos dois presidenciáveis.
A Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) e as alianças com PSB, PDT e Federação PSOL/Rede conseguiram atrair MDB e PSD para os palanques regionais com mais frequência. O MDB possui oito alianças com o PT e sete com o PL, com destaque para a força lulista na Bahia e no Rio de Janeiro, onde soma 443 candidatos contra 272 favoráveis a Flávio.
O PL fechou acordos regionais com Podemos, Republicanos e as Federações União Progressista (União Brasil/PP) e PSDB/Cidadania. A sigla também mantém ligação com cerca de metade dos candidatos do Novo. No caso do Republicanos, a legenda coligou com o PT em sete estados e com o PL em oito, mas o grupo de apoio a Flávio é maior, com 527 candidatos contra 271, por envolver estados mais populosos como São Paulo.
Dos 30 partidos registrados no país, 19 dividiram apoios, aliando-se ao PT em algumas unidades da federação e ao PL em outras. Apenas cinco siglas mantiveram neutralidade total: Missão, PSTU, PCO, PCB e UP, todas sem tempo de propaganda gratuita em rádio e TV.
O PDT abriu exceção ao apoiar candidatos ligados ao PL no Acre e em Alagoas. Já os candidatos de Novo, Agir e Democrata não firmaram acordos com o PT. Em São Paulo, o Podemos e a Federação PSDB/Cidadania optaram por não integrar o grupo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para lançar candidaturas próprias ao Senado.


