O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (3), durante o Fórum Econômico do Leste, que espera a recuperação gradual da Bolsa russa. O líder rebateu rumores sobre o congelamento de depósitos bancários, classificando as especulações como boatos, e defendeu a manutenção de indicadores macroeconômicos favoráveis.
Putin informou que o mercado acionário passa por uma queda momentânea, mas tende a subir se o cenário econômico permanecer estável. Sobre as contas bancárias, disse que o aumento das aplicações nos bancos decorre das taxas de juros elevadas. No setor de petróleo, o presidente afirmou que companhias russas investem dezenas de bilhões de rublos na proteção de refinarias, ressaltando que um decreto de administração de ativos críticos visa estimular esses aportes, e não nacionalizar empresas.
O Ministério das Finanças reportou que os pagamentos a empresas de petróleo pelo mecanismo de amortecimento de combustíveis somaram 197,3 bilhões de rublos (US$ 2,27 bilhões) em agosto, superando os 113 bilhões de rublos (US$ 1,3 bilhão) de julho. No total, as empresas receberam 898,9 bilhões de rublos (US$ 10,36 bilhões) nos primeiros sete meses de 2026. O órgão também anunciou a redução das compras diárias de ouro e moeda estrangeira para 2,5 bilhões de rublos (US$ 28,8 milhões) entre 7 de setembro e 6 de outubro.
Sobre a guerra na Ucrânia, Putin declarou que ainda vê chances de um acordo de paz, embora tenha dito que ataques contra embarcações civis russas e alertas de aviação dificultam o diálogo. Ele classificou tais ações como terrorismo de estado. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou nesta semana que drones ucranianos tornaram o espaço aéreo russo mais perigoso, mas ressaltou que os alvos são instalações militares.
O líder russo afirmou manter contatos com o governo de Donald Trump via serviços de inteligência e representantes da Casa Branca. Segundo Putin, Trump está disposto a um trabalho positivo, embora o restabelecimento pleno das relações bilaterais não dependa apenas de Moscou. No campo militar, ele informou que as tropas russas avançam diariamente e descartou a necessidade de uma nova mobilização militar no país.


