A LaLiga divulgou nesta quinta-feira (10) os novos limites de gastos dos clubes espanhóis, com o Real Madrid no topo do ranking. A equipe comandada por José Mourinho está autorizada a comprometer até € 832,7 milhões (cerca de R$ 4,99 bilhões) com salários, contratações e custos do elenco.
O Barcelona elevou seu teto para € 582,7 milhões (R$ 3,49 bilhões). O valor representa um aumento de quase € 150 milhões em relação aos € 432,8 milhões permitidos no ano passado. A recuperação financeira do clube catalão é atribuída ao aumento de receitas do Camp Nou, especialmente com camarotes VIP e novo setor para torcedores, além da redução de despesas estruturais.
A situação atual difere do período mais crítico da gestão de Joan Laporta, quando o limite da LaLiga chegou a ser negativo em € 144 milhões. A diretoria mantém cautela, pois a previsão de voltar a mandar partidas em Montjuïc na temporada 2027/28 pode reduzir a arrecadação do estádio e pressionar as contas.
O Atlético de Madrid aparece em terceira posição, com limite de € 361,2 milhões (R$ 2,16 bilhões). O Villarreal tem autorização para gastar € 170,5 milhões (R$ 1,02 bilhão). Na ponta oposta, o Sevilla possui o menor teto da Primeira Divisão, com apenas € 20,1 milhões (R$ 120,6 milhões), valor inferior aos limites de Girona (€ 35 milhões) e Mallorca (€ 34 milhões).
Outros quatro clubes tiveram redução nos limites: Celta de Vigo (€ 88 milhões), Osasuna (€ 55,3 milhões), Alavés (€ 43,2 milhões) e o próprio Villarreal. O cálculo do Limite de Custos do Elenco Esportivo soma salários, bonificações, direitos de imagem, comissões de agentes e amortizações de transferências.
Para definir o valor, a LaLiga subtrai as despesas estruturais e pagamentos de dívidas das receitas provenientes de patrocínios, bilheteria e direitos de transmissão.


