O Reino Unido anunciou, nesta quinta-feira (3), o aporte de 400 milhões de libras (US$ 541 milhões) ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). O mecanismo de conservação, lançado pelo governo brasileiro durante a COP30, soma agora 7,26 bilhões de dólares em compromissos, aproximando-se da meta de US$ 10 bilhões para este ano.
O montante britânico, equivalente a cerca de R$ 2,7 bilhões, será disponibilizado na forma de empréstimo e não de doação. Segundo comunicado do governo do Reino Unido, a liberação do dinheiro depende da conclusão de diligências padrão e do cumprimento de condições, incluindo a participação britânica na supervisão do fundo.
O modelo do TFFF funciona como um fundo de investimentos que remunera países que mantêm florestas preservadas e oferece incentivos para o combate ao desmatamento. O governo do Reino Unido informou que a decisão de atuar como investidor reflete uma nova abordagem de financiamento climático, na qual os reembolsos do empréstimo ocorrem enquanto a ação ambiental é apoiada.
A captação de US$ 10 bilhões é considerada essencial para a operacionalização imediata do projeto, que prevê um montante de US$ 125 bilhões a longo prazo. Para alcançar esse objetivo, o governo brasileiro enviou em fevereiro equipes dos ministérios do Meio Ambiente, da Fazenda e do Itamaraty para buscar aportes na Ásia e em outras regiões.
Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, afirmou que o compromisso reforça a mudança na forma como o mundo financia a conservação de florestas tropicais. O executivo disse que o modelo é inovador por incluir povos indígenas e comunidades locais, que devem receber ao menos 20% dos recursos repassados.
Até o momento, os maiores investidores do fundo são Noruega, com US$ 3 bilhões, Alemanha, com US$ 1,15 bilhão, e Brasil e Indonésia, com US$ 1 bilhão cada. A França contribuiu com US$ 577 milhões.


