O Reino Unido anunciou a intenção de investir 400 milhões de libras no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa lançada pelo Brasil durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em novembro do ano passado, em Belém.
O aporte será realizado na forma de empréstimo. A concretização do investimento depende da conclusão da estrutura de governança, das regras operacionais do fundo e de processos de análise, além de outras condições estabelecidas pelo governo britânico.
Segundo o governo do Reino Unido, a escolha pelo empréstimo em vez de doação visa ampliar o financiamento climático sem aumentar os custos para os contribuintes. A medida segue uma nova estratégia do país para atuar mais como investidor do que como doador. Investidores que comprarem os títulos emitidos pelo TFFF receberão juros fixos e estáveis.
A decisão está condicionada à definição do tamanho final do fundo, dos mecanismos de crédito, da estrutura financeira e dos termos do empréstimo. O governo britânico também pretende participar dos mecanismos de supervisão do fundo.
No TFFF, países que recuperarem e mantiverem florestas serão recompensados financeiramente. O pagamento ocorre somente após verificação por imagens de satélite que confirmem níveis de desmatamento abaixo de limites pré-definidos. O mecanismo prevê destinar ao menos 20% dos pagamentos nacionais a populações indígenas e comunidades tradicionais.
Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, afirmou que o compromisso reforça a mudança na forma como o mundo financia a conservação florestal ao valorizar quem protege as matas. O executivo disse que espera que o anúncio britânico sirva de estímulo para que outros países também adotem a solução.


