O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira (8) ter concordado com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificando a medida como correta.
Durante sabatina, Santos declarou que Rodrigues “vorcarizou”, como muitos outros, e descreveu o episódio como mais um elemento em uma guerra institucional em curso. O candidato disse que aguarda a reação do lado oposto após a determinação do STF.
O político também apresentou detalhes de seu plano de governo voltado ao ajuste fiscal. Entre as medidas propostas estão a alteração na aposentadoria do alto funcionalismo público e a implementação de um corte generalizado de despesas em áreas consideradas improdutivas.
Santos defendeu o fim da desindexação de benefícios sociais, argumentando que a indexação automática do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e das aposentadorias ao salário mínimo gera custos excessivos. Segundo ele, a prática não é adotada por países sérios ou membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A proposta do candidato prevê que o reajuste desses benefícios passe a ser feito com base na inflação para garantir maior controle das contas públicas. Questionado sobre a possibilidade de cortes em áreas específicas, Santos afirmou que pretende realizar um “corte flex” em praticamente todos os setores ineficientes.


