O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, afirmou, nesta sexta-feira (4), em Olinda, que o crescimento do adversário Augusto Cury (Avante) nas pesquisas eleitorais deve-se ao fato de o escritor evitar se posicionar sobre temas políticos para não atrair a rejeição do eleitorado.
A declaração ocorreu durante congresso do partido no Centro de Convenções de Pernambuco. Santos reagiu aos dados da pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (2), que colocou Cury na terceira posição do cenário estimulado do primeiro turno, com 10% das intenções de voto. O resultado deixa para trás candidatos como o próprio Renan Santos, com 3%, e Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), com 1% cada.
Para o candidato do Missão, o avanço de Cury reflete a captação do “eleitor despolitizado”. Santos afirmou que o escritor é um “não político” e que a tendência é que a rejeição aumente quando ele for instado a apresentar opiniões concretas sobre temas do país.
Empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos baseia seu programa de governo no combate ao crime organizado e na segurança pública. Ele informou que a agenda de pré-campanha seguirá por Recife, Fortaleza e São Luís do Maranhão para discutir soluções para os problemas do Nordeste.
Sobre a política local, Santos declarou apoio a Renan Hallais, candidato do Missão ao governo de Pernambuco. O presidenciável criticou o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a dinastia política de sua família, afirmando que fará oposição ao grupo em todos os sentidos.
Questionado sobre a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), Santos defendeu a responsabilização de integrantes da Corte. O candidato citou o envolvimento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no escândalo do Banco Master, classificando a situação como devastadora para a institucionalidade do país.


