O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, participa de um protesto no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, nesta terça-feira (1º). O ato pede o impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), horas após Toffoli liberar o uso de redes sociais do presidenciável.
Renan Santos afirmou no início da manifestação que serão protocolados dois pedidos de impeachment. Um deles é direcionado a Toffoli e o outro a Alexandre de Moraes, motivado por diálogos revelados entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O candidato também informou que sua equipe não se reunirá com Toffoli para tratar do registro de sua candidatura.
A decisão de Toffoli, publicada nesta terça-feira, autorizou a retomada da campanha digital, a participação em debates e sabatinas, além do acesso ao fundo eleitoral. A medida cautelar anterior visava investigar a utilização de perfis irregulares. O ministro havia determinado, na segunda-feira, que a campanha utilizou canais não informados no momento do registro, o que violaria a legislação eleitoral.
O magistrado liberou as redes após a coleta de provas e o envio de dados solicitados, como as datas de criação das contas. O processo foi encaminhado para a Procuradoria-Geral Eleitoral, que avaliará a possibilidade de sanções contra o candidato. Antes da decisão, Renan havia declarado em coletiva que descumpriria as restrições por considerar a decisão ilegal.
Durante o evento, Santos comentou o crescimento de Augusto Cury, do Avante, nas pesquisas de intenção de voto, descrevendo o adversário como alguém que não se posiciona em crises. O candidato mencionou ainda ter recebido mensagens de apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) durante o período de limitações impostas pela Justiça.
A estratégia de campanha do Missão baseia-se em uma estrutura de guerrilha digital, sem a contratação de marqueteiros. Apoiadores são incentivados a produzir e compartilhar cortes de vídeos do empresário. Além da chapa presidencial, com o militar da reserva Aroldo Medina como vice, o partido registrou 540 candidaturas para as eleições.


