O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, participa de um protesto no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), nesta terça-feira (1º), para pedir o impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ato ocorre horas depois de Toffoli liberar o retorno de Santos às redes sociais, a participação em debates e o acesso ao fundo eleitoral. Na segunda-feira, o ministro havia imposto restrições ao candidato por ter utilizado 16 canais digitais não informados no registro da candidatura, o que violaria a legislação eleitoral.
Segundo Toffoli, a medida cautelar serviu para congelar a situação irregular enquanto a Justiça Eleitoral investigava a data de criação e o uso das contas. Com a coleta de provas concluída, o processo foi enviado para a Procuradoria-Geral Eleitoral, que decidirá sobre a aplicação de sanções.
Durante o evento, Renan Santos afirmou que serão formalizados dois pedidos de impeachment. O alvo Alexandre de Moraes é citado devido a diálogos revelados entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Antes da decisão de liberação, o candidato declarou em coletiva de imprensa que descumpriria as restrições judiciais por não reconhecer a legitimidade do ministro.
A campanha de Santos, que não utiliza marqueteiro, adota uma estratégia de “guerrilha digital”, incentivando apoiadores a compartilharem cortes de vídeos. O partido Missão registrou 540 candidaturas nesta eleição. A chapa presidencial conta com o militar da reserva Aroldo Medina como vice.
Em declarações durante o ato, Santos mencionou mensagens de apoio dos presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). O candidato também comentou o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas, descrevendo o adversário como alguém que não se posiciona em momentos de crise.


