O candidato ao Governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli (PSB), apresentou nesta segunda-feira (31) propostas para as áreas de saúde, transporte e habitação durante a primeira sabatina da série do Jornal de Brasília. O ex-interventor federal defendeu a zeragem de filas de cirurgias e a regularização fundiária de imóveis no DF.
Cappelli afirmou que existem 31 mil pessoas aguardando cirurgias no Distrito Federal e mais de um milhão de consultas e exames pendentes. Para enfrentar o cenário, propôs o programa Fila Zero. Na área da saúde, relatou a falta de 5.300 médicos na rede pública.
No transporte, o candidato propôs que o tempo de deslocamento entre a residência e o trabalho não ultrapasse uma hora. Ele sugeriu a implementação de ônibus expressos com faixas exclusivas ou BRT em regiões como Arapoanga, Planaltina e Sobradinho para reduzir o tempo de viagem, que atualmente chega a 2,5 horas para alguns trabalhadores.
Sobre habitação, Cappelli citou que apenas 32,6% dos imóveis no DF são próprios e regularizados. O programa A Casa é Sua, apresentado pelo candidato, prevê a entrega de escrituras pelo menor valor legal possível para famílias em locais como Sol Nascente, São Sebastião e Jardim Botânico.
O candidato defendeu a criação de um novo vetor econômico baseado em inovação e tecnologia, visando transformar a região em um “Planalto do Silício”. Ele argumentou que o DF possui capital humano qualificado, com alta concentração de mestres e doutores, mas carece de projetos e gestão eficiente.
Questionado sobre suspeitas de uso da estrutura da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para autopromoção, Cappelli classificou as denúncias como “fake news” de adversários políticos. Ele citou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o governador Ibaneis Rocha como autores das acusações.
Ao final, o candidato criticou a posição do Distrito Federal no ranking de qualidade do ensino médio do Ideb, afirmando que a unidade federativa ocupa o 27º lugar entre os estados brasileiros. Cappelli vinculou a manutenção do Fundo Constitucional do DF à necessidade de mudança na gestão para evitar a corrupção e a má administração.

