O Rock in Rio começa nesta sexta-feira (4) com a expectativa de atrair 100 mil pessoas por dia para a Cidade do Rock, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Para lidar com o fluxo, a cidade implementou um esquema especial de transporte público, monitoramento tecnológico e alterações no horário de servidores públicos.
O BRT, o metrô e o VLT funcionarão 24 horas durante o festival. As estações de trem da Central do Brasil, Madureira e Deodoro permanecerão abertas durante a madrugada. O regime especial segue até terça-feira, retorna na próxima sexta-feira e termina na segunda seguinte. Para reduzir o trânsito, a prefeitura e o governo do estado liberaram servidores a partir das 15h nesta sexta-feira, exceto em serviços essenciais de saúde e transportes.
O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) instalou um cinturão de 800 câmeras nos bairros Barra Olímpica, Curicica, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. A operação conta com três drones e uma base avançada no Parque Olímpico. A CET-Rio interditou o perímetro do entorno do local, permitindo apenas a entrada de veículos oficiais, BRT e moradores cadastrados via sistema de leitura de placas.
No aeroporto, a concessionária RioGaleão prevê receber 643 mil passageiros entre quinta-feira e o dia 14, volume 21% maior que na edição de 2024. Para suprir a demanda, foram programados 62 voos extras. A ocupação hoteleira média para o primeiro fim de semana é de 77,62%, com maior procura nos bairros de Copacabana e Leme.
O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, informou que carros particulares e de aplicativo terão circulação restrita e não chegarão próximos ao evento. O BRT Expresso Rock in Rio custa R$ 29 para ida e volta, enquanto o serviço executivo Primeira Classe tem passagens a partir de R$ 220.
A segurança será coordenada por Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros, Guarda Municipal e Ordem Pública. A organização do festival disponibilizou seis postos médicos e 16 ambulâncias. O Procon-RJ e o Procon Carioca instalarão pontos de atendimento dentro do evento para fiscalizar a venda de alimentos e bebidas.


