Escolas privadas de educação infantil na cidade do Rio de Janeiro apresentam média de 12 alunos por turma, enquanto em São Paulo o número cai para 10. A apuração, baseada em dados do Censo Escolar 2025 e questionários enviados a quase 300 instituições, compara a estrutura de creches e pré-escolas nas duas capitais.
O cálculo do tamanho das turmas considerou o total de crianças matriculadas na creche e pré-escola dividido pelo número de turmas disponíveis em cada etapa. As estatísticas foram reportadas pelas instituições ao Ministério da Educação (MEC).
A análise incluiu critérios de infraestrutura, como a presença de parques infantis, salas de repouso, banheiros adaptados, hortas e piscinas. O levantamento também detalhou o percentual de salas com ar-condicionado e a acessibilidade para pessoas com deficiência.
As instituições foram selecionadas com base em dois critérios iniciais: possuir ao menos 30 alunos e manter uma média de até 12 crianças por professor. A escolha dessa faixa reflete a resolução de 2024 do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a interação entre educadores e famílias.
Segundo a regra do CNE, a proporção de alunos por educador varia conforme a idade. Para bebês de zero a 12 meses, o limite é de cinco crianças; para a faixa de um a dois anos, oito; e de dois a três anos, 12 alunos. Para crianças de três a 48 meses, o teto é de 18, chegando a 20 alunos para crianças de quatro e cinco anos.
Além do tamanho das turmas, a apuração reuniu dados sobre a oferta de tempo integral, alfabetização bilíngue, acesso de pais a câmeras de segurança em tempo real e a proibição de tempo de tela. O levantamento questionou ainda sobre a produção própria de alimentos, veto a ultraprocessados e a rotina de contato com a natureza.


