O candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou nesta quarta-feira (2) que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvidos no caso do Banco Master deveriam ser presos. As declarações ocorrem após a Polícia Federal revelar a participação de magistrados da Suprema Corte em diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Zema declarou que, para o bem do país e da instituição, os envolvidos deveriam se afastar de suas funções. O candidato afirmou que é um escárnio a sociedade brasileira assistir a ministros da mais alta corte do país dando consultoria jurídica a quem classificou como o maior bandido banqueiro da história.
Mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes tornaram-se públicas na última terça-feira (1). O sigilo da ação foi retirado pelo ministro André Mendonça após a imprensa revelar que o ex-banqueiro pedia ao magistrado intervenção junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para frear investigações sobre o banco.
Nas redes sociais, Zema chamou Moraes de “projetinho de ditador” e defendeu a prisão do ministro. O candidato mencionou ter protocolado um pedido de impeachment enquanto era governador de Minas Gerais e citou um contrato de R$ 131 milhões firmado entre Daniel Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
Nesta quarta-feira (2), André Mendonça confirmou ter se reunido com Vorcaro em março de 2025. O gabinete do ministro informou que o encontro ocorreu uma única vez, por iniciativa do empresário, e que a conversa se limitou a uma ação sobre precatórios em julgamento no STF.
A apuração indica que Mendonça também teria se encontrado com Ciro Soares, advogado de Vorcaro. Mensagens obtidas pela Polícia Federal no aparelho do ex-banqueiro mostram Soares atuando como intermediário, afirmando que o ministro estava disposto a recebê-lo após saber da situação do Banco Central.


