O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta quinta-feira (3), que considera 6% o patamar ideal para a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 14% ao ano. A declaração foi feita durante sabatina em rádio, onde o ex-governador de Minas Gerais discutiu a política econômica de um eventual governo.
Zema disse que o presidente da República não tem poder para determinar a taxa, mas pode influenciar as expectativas do mercado por meio de sinais. Ele comparou a situação ao período do teto de gastos, ocorrido há cerca de 10 anos, quando houve uma queda acentuada nos juros.
Para a área econômica, o candidato defendeu a escolha de um nome de perfil ortodoxo e especialista em economia austríaca. Segundo Zema, a prioridade seria a adoção de uma política de responsabilidade fiscal, criticando a atual “gastança” que, segundo ele, prejudica as famílias brasileiras.
O candidato associou o endividamento de 82% das famílias ao patamar atual dos juros, argumentando que o impacto é maior em compras financiadas de bens como celulares, motos e carros. Ele classificou a situação como uma “sangria desatada de renda” que asfixia financeiramente a população.
Para exemplificar a relação entre gestão e mercado, Zema citou que as ações de empresas estatais mineiras valorizaram 30% no dia seguinte à sua eleição em 2018 e acumularam alta de 300% durante seu governo. Ele afirmou que a gestão responsável é precificada pelos investidores.
Zema criticou a gestão do presidente Lula (PT), relacionando a falta de combate à corrupção e o excesso de gastos à irresponsabilidade fiscal. Ele afirmou que uma Selic de 14% resulta em taxas de crédito ainda maiores, chegando a 20% para empresas de primeira linha e superando 30% para outros perfis de tomadores.


