O estado de São Paulo registra 81 municípios em situação de epidemia de dengue, o que representa 12,5% das 645 cidades paulistas. Os dados, atualizados até 1º de setembro no Painel de Arboviroses da Secretaria Estadual da Saúde, indicam 58.271 casos confirmados e 41 mortes em todo o território estadual.
A situação atual é inferior à de 2025, quando 553 cidades enfrentavam epidemia, e à de 2024, ano em que o índice atingiu 590 municípios. Naquele período mais crítico, o estado contabilizou 2 milhões de casos e 2.129 mortes, enquanto em 2025 foram 855.132 casos e 1.112 óbitos.
A maior incidência da doença concentra-se em São João do Pau D’Alho, no Departamento Regional de Saúde (DRS) Presidente Prudente. A prefeitura local informou que realiza ações constantes de orientação e combate à doença. As atividades de controle das arboviroses são executadas pelos municípios via Sistema Único de Saúde (SUS).
Na capital paulista, foram confirmados 9.805 casos e três mortes. A cidade não atingiu o índice epidêmico, mas o distrito de Cidade Tiradentes, na zona leste, registra incidência de 393,1 por 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde consideram epidemia quando a marca ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes.
Especialistas alertam que o fenômeno El Niño pode elevar os casos no país a partir deste mês, com maior risco de surtos no Sul e Sudeste. O governo de São Paulo lançou o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o fenômeno, que associa temperaturas altas e chuvas irregulares à proliferação do Aedes aegypti.
Sobre a imunização, a vacina Butantan-DV segue com a aplicação suspensa temporariamente devido a reações adversas graves. Adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a vacina Qdenga, da farmacêutica Takeda, em duas doses com intervalo de três meses nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).


