O Senado não votou nesta quarta-feira (2), apesar da aprovação prévia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1. O governo desistiu de levar o texto ao plenário por não ter garantia dos 49 votos necessários para a aprovação.
O líder do PT no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, informou que o Executivo estimava ter entre 53 e 54 votos favoráveis. No entanto, a possibilidade de senadores não comparecerem ou não registrarem apoio tornou a votação arriscada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, questionou a segurança do número de votos antes de iniciar a sessão.
Randolfe atribuiu o adiamento a uma articulação da oposição para esvaziar o plenário e obstruir a proposta. O senador afirmou que a medida representaria a maior conquista dos trabalhadores brasileiros, mas que a falta de número seguro impediu o avanço nesta quarta-feira.
A previsão do governo é que a análise ocorra na próxima semana de esforço concentrado, entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial. O líder petista disse que a pauta não deve ser tratada como instrumento eleitoral, embora haja avaliações internas de que a aprovação possa impulsionar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador declarou que a proposta deve ser votada independentemente do calendário eleitoral e que trabalhará para reunir os votos. Ele mencionou a possibilidade de discutir com Alcolumbre a convocação de uma sessão extraordinária ainda em setembro, já que a votação exige presença física dos parlamentares.
Caso a sessão extraordinária não ocorra, a votação deverá ser realizada na segunda semana de outubro. Randolfe garantiu que a matéria será votada a qualquer custo até o final do mês de outubro.


