O senador Flávio Arns (PSB-PR), integrante da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou um dos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre após a divulgação de informações sobre a relação do magistrado com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A movimentação no Senado ganhou força com a publicação de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre o vínculo entre o ministro e o banqueiro. Parlamentares da oposição alegam suspeita de advocacia administrativa em benefício de Vorcaro.
Na terça-feira (1º), o senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou um novo pedido de impeachment. Viana afirmou que Moraes pode ter cometido crime de responsabilidade ao supostamente atuar em favor do ex-proprietário do banco.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), também informou a renovação de um pedido de impeachment contra o ministro em razão das revelações do caso Master.
Flávio Arns é filiado ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. O senador teve passagem de oito anos pelo PT, legenda pela qual foi eleito em 2002, mas deixou a sigla em 2009 após divergir da orientação partidária sobre representações contra José Sarney no Conselho de Ética.
Após sair do PT, Arns passou pelo PSDB, Rede e Podemos antes de ingressar no PSB em 2023. Atualmente, o parlamentar do Paraná integra o Bloco Parlamentar da Resistência Democrática no Senado.


