O candidato ao governo do Paraná e senador Sérgio Moro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (3), que a cobrança por sua ausência em debates eleitorais é indevida. Em sabatina, o político justificou a decisão como parte de sua estratégia atual, mencionando que lidera a pesquisa com 20 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.
Moro comparou sua postura à de Ratinho Jr. em 2022, alegando que o atual governador também não participou de debates. O senador disse que tem comparecido a sabatinas para apresentar propostas e que não possui problemas em discutir ideias.
No dia 9 de agosto, o candidato não participou de debate promovido pelo Grupo Bandeirantes que reuniria também Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). Na ocasião, Moro justificou a falta via redes sociais, classificando o evento como um jogo combinado entre PT e PSD para atacar sua candidatura.
Sobre a segurança pública, Moro declarou o objetivo de tornar o Paraná o estado com menor criminalidade do país. Ele propôs a criação de forças-tarefa e a construção de um presídio de segurança máxima para abrigar feminicidas e líderes de facções criminosas.
O candidato informou que a unidade prisional terá o nome de El Salvador. A proposta foi mencionada em congresso da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), evento no qual Moro convidou o ministro de Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro. O senador afirmou que pretende reproduzir medidas adotadas no Ministério da Justiça para reduzir os índices de crimes no estado.
Na área administrativa, Moro disse que pretende reduzir o número de secretarias estaduais, que atualmente são 24. Segundo o candidato, o corte de burocracias e regulações desnecessárias liberaria recursos para serem investidos diretamente no cidadão.


