A paralisação dos servidores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia chegou ao 13º dia consecutivo nesta quarta-feira (2). O movimento, que busca a atualização da tabela de vencimentos, mantém a rede em funcionamento parcial, enquanto a prefeitura ajuizou ação no Tribunal de Justiça de Goiás para declarar a ilegalidade da greve.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Ludmylla Morais, afirmou que a categoria foi levada à greve pela falta de avanço nas negociações. Segundo a dirigente, a administração municipal recuou em acordos na semana passada. A principal demanda é a atualização de vencimentos que, na visão do sindicato, deveria ter sido paga desde 2011.
A Prefeitura de Goiânia, via Secretaria Municipal de Educação (SME), informou que a paralisação total ocorre em apenas seis unidades educacionais. A pasta monitora o cumprimento de uma decisão judicial que obriga a manutenção de, no mínimo, 70% dos servidores administrativos em atividade em cada unidade para garantir o atendimento a estudantes e famílias.
A gestão municipal apresentou proposta com reestruturação de carreira e ganho real de até 12,5% ainda em 2026, além de elevar o piso do nível I para R$ 1.640. O pacote previa impacto financeiro de R$ 62,6 milhões até 2030. A proposta foi rejeitada pelos grevistas, que consideram o parcelamento da atualização excessivo por ultrapassar o atual mandato.
Morais explicou que a greve é restrita aos servidores efetivos. Professores e contratados temporários seguem trabalhando, embora a dirigente tenha dito que o funcionamento não está normalizado devido à ausência de profissionais de limpeza e merenda. Ela informou ter solicitado a mobilização da secretária de governo, Sabrina Garcez, junto ao prefeito Sandro Mabel.
Em nota, a SME declarou que as propostas foram retiradas após o encerramento das possibilidades de negociação dentro dos limites financeiros do município. A prefeitura agora aguarda a tramitação da ação judicial para assegurar o percentual mínimo de servidores em atividade e a legalidade do serviço.


