O pastor Silas Malafaia pediu, nesta quinta-feira (3), o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. As declarações ocorrem após a divulgação de mensagens de WhatsApp de Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, que sugerem a tentativa de conter investigações da Operação Compliance Zero.
Em vídeo publicado no X, Malafaia classificou o episódio como grave e apontou a existência de “promiscuidade” entre os envolvidos. O pastor afirmou que registros digitais indicam que Moraes teria editado um contrato de prestação de serviços advocatícios de R$ 130 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.
Segundo Malafaia, o documento seria a prova de compra de poder e influência. Ele declarou que a esposa do ministro não teria competência técnica para redigir o contrato sozinha e que escritórios de advocacia do país não cobram honorários nesses valores.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou, na última terça-feira (1º), a nulidade do relatório da Polícia Federal que revelou as mensagens. Em manifestação ao ministro André Mendonça, relator do caso, Paulo Gonet defendeu a extinção do processo e alegou que Mendonça não possui prerrogativa para determinar investigações contra outro ministro do STF sem pedido do Ministério Público.
O pastor anunciou que o afastamento de Alexandre de Moraes será o mote das manifestações convocadas para a próxima segunda-feira (7). O ato, organizado inicialmente pelo senador Flávio Bolsonaro, está previsto para começar às 15h na Avenida Paulista, em São Paulo.
A manifestação deve contar com a presença de Flávio Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. As palavras de ordem divulgadas para o protesto incluem pedidos de saída do presidente Lula e do ministro Moraes.


