A subestação de Assis, no oeste do interior de São Paulo, entrou em operação no dia 27 de julho de 2026 com o primeiro cabo isolado subterrâneo de alta tensão de 525 kV do Brasil. A estrutura, instalada pela Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa), visa reforçar a capacidade de intercâmbio energético entre São Paulo e Paraná.
A escolha pela solução subterrânea ocorreu devido a restrições de espaço para novas conexões aéreas, que normalmente utilizam torres. No total, foram instalados 2,36 quilômetros de cabos de cobre isolados em polietileno reticulado (XLPE), com diâmetro de 156,2 milímetros. Cada metro do material pesa cerca de 41,1 kg.
O reforço na subestação aumenta em 2 GW a capacidade de transferência de energia entre os dois estados. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), esse volume equivale ao consumo mensal de 8,3 milhões de residências, com base em média de 174 kWh por consumidor registrada em julho de 2026.
Jell Lima de Andrade afirmou, nesta quinta-feira (3), que a unidade se tornou um hub estratégico para o escoamento de energia vinda do Norte e Nordeste do Brasil, concentrando o fluxo em São Paulo e direcionando-o ao Sul, até a região metropolitana de Curitiba.
O projeto faz parte de uma concessão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o projeto Ananaí, que inclui a linha de transmissão Ponta Grossa (PR)-Assis (SP), com 284 quilômetros de extensão. A operação da estrutura está prevista até 2052.
Além dos cabos, a Taesa instalou um banco de autotransformadores de 1.500 MVA para ajustar os níveis de tensão do sistema. A entrada em operação do projeto acrescentou aproximadamente R$ 173 milhões à Receita Anual Permitida (RAP) da transmissora, valor pago pelos usuários da rede e embutido na tarifa de energia.


