A ocorrência de um Super El Niño provocou a formação simultânea de três furacões no Oceano Pacífico neste início de setembro. O fenômeno, caracterizado por temperaturas da superfície do mar pelo menos 2°C superiores à média, deve ganhar força nos próximos meses e permanecer ativo até fevereiro de 2027.
O furacão Lowell atingiu a categoria 5, nível máximo da escala, na última quarta-feira, mas perdeu força posteriormente e passou para a categoria 3. Já o furacão Karina registrou enfraquecimento da categoria 3 para a 2 a leste das ilhas havaianas. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, a tendência era de nova redução de intensidade nas 48 horas seguintes.
Em sentido oposto, o furacão Marie ganhou força a cerca de 640 quilômetros da costa da península mexicana da Baixa Califórnia. O Centro Nacional de Furacões alertou que ondas fortes podem atingir trechos do litoral sudoeste do México e da Baixa Califórnia ao longo do fim de semana, com possíveis efeitos no sul da Califórnia.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) estimou, em previsão divulgada no mês passado, que há 69% de probabilidade de este ser o El Niño mais forte já registrado. A Organização das Nações Unidas descreve o episódio como uma versão ampliada do fenômeno, que costuma ocorrer em intervalos de dois a sete anos.
Daniel Gilford, meteorologista do Climate Central, informou que estudos preliminares indicam que 94% do Pacífico apresentou condições de onda de calor desde janeiro. Pesquisadores acompanham desde 2025 um período prolongado de temperaturas oceânicas anormalmente altas, o que fornece calor e umidade para a atmosfera, facilitando a formação de ciclones tropicais.


