A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) avalia que a expansão de data centers no Brasil pode reduzir o desbalanceamento entre a oferta e o consumo de energia elétrica. A empresa defende que a instalação de novas cargas próximas às fontes de geração renovável melhora o equilíbrio do sistema nacional.
Maurício Dall’Agnese, diretor de negócios e gestão de participações da Taesa, afirmou nesta quinta-feira (3), em Assis, no interior de São Paulo, que a entrada de novos consumidores é positiva para o setor. Segundo o executivo, a medida permite trazer o consumo para perto de onde a energia é gerada, especialmente em regiões afastadas dos centros urbanos.
O potencial estaria concentrado nas regiões Norte e Nordeste, que possuem maior volume de projetos de energia eólica e solar. Dall’Agnese explicou que data centers voltados para inteligência artificial possuem maior flexibilidade para serem instalados fora do Sudeste, diferentemente de estruturas de nuvem e armazenamento de dados.
A análise ocorre enquanto o Senado aprovou, na terça-feira (1º), o projeto que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). O texto, que aguarda sanção presidencial, prevê incentivos fiscais para empresas que instalem ou ampliem essas estruturas no país.
Uma das exigências do Redata é que 100% da demanda elétrica dos empreendimentos beneficiados seja atendida por fontes renováveis ou de baixa emissão. A Taesa opera atualmente 16.600 km de linhas de transmissão distribuídos por 19 unidades da Federação, abrangendo estados do Sul e do Nordeste.


