O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quarta-feira (2) que o Supremo Tribunal Federal (STF) está “sob suspeição”. As declarações ocorreram durante visita às obras da Linha 2-Verde do Metrô, na capital paulista, em resposta a informações sobre um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Tarcísio reagiu a dados que indicam que o ministro teria acessado e alterado a minuta de um contrato de R$ 131 milhões entre a instituição financeira e a advogada Viviane Barci de Moraes. O governador classificou a situação como grave e perigosa para as instituições do país.
O chefe do Executivo paulista defendeu a abertura de um processo formal de investigação para explicar os fatos, embora tenha ressaltado a necessidade de respeito ao devido processo legal. Para ele, a recuperação da confiança nas instituições depende de transparência e responsabilização, sem a proteção do corporativismo.
Durante a entrevista, Tarcísio afirmou que nenhum cargo, seja de ministro, senador ou governador, coloca a pessoa acima da lei. Ele defendeu que a apuração de eventuais responsabilidades não pode ser condicionada à função exercida pelo investigado.
Questionado se o ministro Alexandre de Moraes deveria deixar o cargo diante das revelações, o governador, que é candidato à reeleição, não pediu a saída do magistrado. Tarcísio limitou-se a dizer que a decisão de renunciar é uma questão de foro íntimo.


