O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pela sigla PL, realizaram nesta sexta-feira (4), em São Carlos, o primeiro ato conjunto de campanha desde o início do período eleitoral, em 16 de agosto.
Durante a agenda no interior, a 230 km da capital, Tarcísio adotou postura de distanciamento do presidenciável. Os dois chegaram e partiram separadamente dos compromissos, e o governador evitou contato físico, como abraços ou apertos de mão, mesmo durante o discurso em um trio elétrico.
Tarcísio limitou sua fala a pedir votos para o senador, citando a gratidão ao pai do candidato, Jair Bolsonaro, mas não mencionou propostas ou projetos de governo de Flávio. A estratégia visa evitar desgastes na eleição estadual, já que pesquisas indicam que o governador atrai parte do eleitorado lulista em São Paulo.
A moderação do tom também foi notada em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto a militância gritava “Fora, Moraes”, Tarcísio permaneceu em silêncio e afirmou que a indignação deve se conciliar com a esperança. Já Flávio Bolsonaro foi explícito ao pedir a saída do ministro Alexandre de Moraes e convocou a população para ir às ruas em 7 de setembro.
O senador também utilizou a coletiva de imprensa para acusar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de articular ações ilegais contra ele junto ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-ministro Flávio Dino. Segundo Flávio, a reunião ocorrida na quarta-feira (2) teria o intuito de desgastá-lo eleitoralmente.
Questionado sobre a possibilidade de Tarcísio sucedê-lo em um eventual mandato no Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro classificou o governador como um dos grandes quadros do grupo e manifestou a expectativa de que ele seja reeleito no primeiro turno em São Paulo.


