As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) reverteram a alta e passaram a cair nesta quinta-feira (10), reagindo a especulações sobre a disputa presidencial no Brasil. O movimento ocorreu simultaneamente à valorização do Ibovespa, que superou os 188 mil pontos, e à queda do dólar no fim da manhã.
Às 12h21, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,555%, apresentando baixa de 8 pontos-base em relação ao ajuste de 13,63% da sessão anterior. No prazo mais longo, a taxa para janeiro de 2035 recuou 13 pontos-base, fixando-se em 14,08% contra 14,213% do dia anterior.
A oscilação acontece diante da divulgação programada para hoje da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. No mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 52% das apostas de vitória contra 45% do atual mandatário.
Investidores monitoram a disputa por enxergarem na reeleição de Lula um risco ao controle das contas públicas e da inflação. Paralelamente, o mercado acompanha a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da corte, ministro Edson Fachin, cassou liminares dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre a permanência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e removeu o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.
O cenário interno diverge do exterior, onde o rendimento do Treasury de dez anos subiu 8 pontos-base, para 4,918%, e o petróleo Brent avançou 4,23%, atingindo US$ 105,49 o barril. A alta é atribuída ao acirramento da guerra entre Estados Unidos e Irã, o que levou o Banco Central Europeu a elevar os juros nesta quinta-feira.
No campo econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços ficou estável em julho em comparação ao mês anterior. Na base anual, houve alta de 0,9% ante julho de 2025, resultado inferior às projeções de economistas, que esperavam alta de 0,2% no mês e 1,1% no ano.


