As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam com baixas firmes em toda a curva nesta quarta-feira (2). O movimento ocorreu após a divulgação de pesquisa eleitoral que indicou a redução da distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto.
A pesquisa Quaest revelou que, no segundo turno, Lula detém 42% das intenções de voto contra 41% de Flávio Bolsonaro. O resultado configura um empate técnico, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais. No primeiro turno, o presidente soma 37%, enquanto o senador tem 29% e Augusto Cury aparece com 10%.
No fechamento da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 ficou em 13,675%, recuo de 8 pontos-base em relação à sessão anterior. Na ponta longa, o contrato para janeiro de 2035 registrou 14,385%, baixa de 13 pontos-base ante o ajuste de 14,511%.
Além do cenário político, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contribuíram para o viés de baixa. A produção industrial cresceu apenas 0,2% em julho contra o mês anterior e caiu 0,5% na comparação anual, números abaixo das projeções de economistas. O PIB subiu 0,5% no segundo trimestre, após expansão de 1,1% no primeiro.
A curva de juros precificou, nesta quarta-feira, 100% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, na reunião de setembro. Para novembro, a probabilidade de novo corte de 25 pontos-base é de 60%, contra 40% de chance de manutenção.
No cenário externo, o petróleo Brent subiu após ataques dos Estados Unidos à costa sul do Irã, que revidou contra bases americanas. O rendimento do Treasury de dez anos, referência global, manteve estabilidade a 4,792% às 16h34.


