As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam em baixa nesta quinta-feira (10), reagindo a uma nova pesquisa eleitoral que indica o fortalecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O movimento ocorreu no fim da manhã, revertendo a alta registrada no início do dia.
A taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou o dia em 13,61%, queda de 2 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,63%. No prazo mais longo, a taxa para janeiro de 2035 recuou 8 pontos-base, fechando em 14,13% contra 14,213% na sessão anterior. Na mínima do dia, às 12h, o contrato de 2035 chegou a atingir 14,045%.
O levantamento da AtlasIntel, divulgado às 14h30, atribuiu a Flávio Bolsonaro 46,4% das intenções de voto para o segundo turno, contra 46,2% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os números representam um crescimento em relação aos 42,6% anteriores do senador e 47,1% do petista. No mercado de predição Polymarket, Flávio também superou Lula, com 53% das apostas de vitória contra 44%.
A reação positiva do mercado decorre da desconfiança de investidores quanto à reeleição de Lula, vista como risco para o controle das contas públicas e da inflação. O cenário interno contrastou com o exterior, onde os rendimentos dos Treasuries subiram 12 pontos-base, para 4,957%, e o petróleo Brent avançou 6,45%, atingindo US$ 107,74 o barril devido a conflitos no Oriente Médio.
No campo jurídico, investidores monitoraram a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, cassou liminares dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre a permanência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou ainda que o volume de serviços ficou estável em julho. O resultado ficou abaixo das expectativas de economistas, que previam alta de 0,2% no mês e 1,1% na base anual.


