Aplicativos de transporte particular de passageiros concentravam o maior contingente de trabalhadores de plataformas no Brasil em 2025, com 1,155 milhão de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O grupo de transporte representa 58,9% do total de trabalhadores em aplicativos de serviços no país. Desse volume, 1,056 milhão de profissionais atuavam em plataformas de transporte particular, excluindo os taxistas, enquanto 232 mil pessoas trabalhavam em aplicativos específicos de táxi.
A segunda categoria mais expressiva é a de entrega de comida e produtos, com 585 mil pessoas, ou 29,9% do total. Somadas, as plataformas de transporte e entregas atingem 88,8% da participação. No segmento de entrega, 376 mil pessoas exerciam a função de entregador, enquanto as demais usavam a ferramenta para captar clientes para negócios próprios.
Ao todo, cerca de 2 milhões de pessoas trabalhavam em plataformas digitais de serviços em 2025, o que equivale a 1,9% de toda a população ocupada. As plataformas de serviços gerais ou profissionais registraram a menor adesão, com 313 mil trabalhadores, representando 16% do contingente.
A dificuldade de encontrar outro emprego foi a principal causa apontada por quem trabalha em transporte de passageiros (33,4%) e em entregas (26,9%). Outras razões citadas foram a flexibilidade de horários e a possibilidade de rendimentos maiores que em outros serviços disponíveis.
O levantamento indica que 1,974 milhão de pessoas tinham a condução de automóveis como atividade principal em 2025, alta de 4,9% em relação a 2024. Desse total, 45,9% estavam em plataformas. Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE, afirmou que quase 46% do total de motoristas tinham o aplicativo como trabalho principal.
Para os condutores de motocicletas, o contingente foi de 1,179 milhão de pessoas em 2025, aumento de 12,3% comparado a 2024. Desse grupo, 34,4% atuavam via aplicativo, salto de 91,9% em relação a 2022, indicando que o número de motociclistas nessas plataformas quase dobrou em três anos.


