O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) formou maioria contra o registro da candidatura do ex-governador José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal nesta sexta-feira (4). A defesa do político já possui um recurso pronto para ser apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão.
Arruda afirmou que agiu dentro da nova lei, mas declarou que parece que querem pegá-lo de qualquer maneira. O ex-governador disse que o período será duro, mas que não pretende desanimar por acreditar que é necessário tirar Brasília do buraco.
A campanha agora enfrenta uma corrida contra o tempo, pois o TSE não possui prazo definido para julgar a questão. Caso a decisão demore mais de duas semanas, a chapa precisará ser refeita sem o nome do ex-governador.
Luiz Pitiman, vice na chapa, é apontado como o substituto mais provável em caso de exclusão de Arruda. No entanto, candidatos da oposição como Leandro Grass, Ricardo Cappelli e Paula Belmonte têm se aproximado de Arruda na tentativa de herdar seus votos.
Outras forças políticas, inclusive dentro do Partido Social Democrático (PSD), possuem afinidades com o grupo que apoia Celina Leão, que também poderia absorver parte do capital eleitoral do ex-governador.
Ainda existe a possibilidade de um ministro do TSE conceder liminar para garantir o direito de concorrer. Uma decisão final do plenário da corte superior ocorreria apenas após 4 de outubro, quando a apuração do pleito já teria sido encerrada.


