Cerca de 5 mil integrantes da tripulação do porta-aviões USS Abraham Lincoln desembarcaram nesta quarta-feira (2), no porto de Laem Chabang, na Tailândia. O grupo inicia um período de licença na cidade litorânea de Pattaya após nove meses de missão no Oriente Médio, onde atuaram em conflitos contra o Irã.
O navio, movido a energia nuclear, partiu de San Diego antes do Dia de Ação de Graças, em novembro de 2025. Após a atracação, os militares seguiram de ônibus para hotéis em Pattaya. O prefeito Poramet Ngampichet recebeu os primeiros marinheiros no Hard Rock Hotel, onde autoridades locais distribuíram presentes aos militares.
O capitão Daniel J. Keeler, comandante do Lincoln, afirmou que o descanso é merecido para toda a tripulação. O navio faz parte do Grupo de Ataque de Porta-Aviões 3. De acordo com o contra-almirante Robert E. Loughran, comandante do grupo, a parada ressalta a aliança entre Estados Unidos e Tailândia, único aliado formal por tratado no Sudeste Asiático continental.
Apesar da legalidade da substância no país, o comando americano impôs restrições rigorosas para a licença. Estão proibidas a visita a certas áreas da cidade, a prática de parasailing, passeios de jet ski e o consumo de maconha.
Durante a missão, o porta-aviões interceptou todos os ataques de mísseis e drones iranianos, segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. No entanto, a destruição de uma base naval no Bahrein dificultou reparos e reabastecimentos da embarcação.
No mês passado, senadores democratas relataram preocupações com a saúde mental da tripulação e falhas hidráulicas, além de contaminação da água e escassez de suprimentos a bordo. O Lincoln foi substituído no Oriente Médio pelo USS George Washington, baseado no Japão, e deve partir para San Diego no próximo domingo.


