O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta quinta-feira (3), em sua rede Truth Social, um pedido do senador republicano Chuck Grassley para que empresas de sementes, fertilizantes e produtos químicos agrícolas reduzam os preços de seus produtos no país, citando custos menores no Brasil.
Grassley afirmou que produtores americanos pagam 68% mais por sementes de milho do que agricultores brasileiros. Segundo o senador, companhias dos Estados Unidos oferecem “grandes descontos” para vender insumos no mercado brasileiro, enquanto cobram valores superiores dos produtores locais.
O parlamentar sugeriu que a Casa Branca utilize a mesma estratégia de negociação aplicada recentemente com a indústria farmacêutica. No dia 31 de agosto, o governo anunciou acordos com empresas como Astellas, CSL, BeOne Medicines, BridgeBio, Sun Pharmaceutical e UCB para baixar preços de medicamentos.
A proposta de Grassley inclui a realização de um estudo sobre as diferenças de preços praticados nos Estados Unidos e em outros mercados. Ele defende a adoção de medidas governamentais caso a apuração confirme que os produtores americanos são prejudicados pelos valores cobrados.
O pedido surge em um momento de preocupação com os custos do setor agrícola. Em dezembro de 2025, o governo Trump anunciou um pacote de US$ 12 bilhões em pagamentos extraordinários, dos quais US$ 11 bilhões foram destinados ao Farmer Bridge Assistance, programa de auxílio contra o aumento de custos e perdas de mercado.
Grassley argumentou que a redução no preço dos insumos poderia diminuir a necessidade de repasses públicos emergenciais. A publicação do senador não detalhou quais empresas praticam preços distintos nem os critérios usados para calcular a diferença de 68% no custo das sementes de milho.


