O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (3) que solicitará aos países europeus o reembolso da ajuda militar concedida por Washington à Ucrânia durante a gestão de Joe Biden. O republicano defende que a Europa assuma maior parte dos custos do apoio ocidental ao país em guerra contra a Rússia.
Trump escreveu em sua plataforma, Truth Social, que centenas de bilhões de dólares foram destinados à Ucrânia e à Otan sem custo, mas que o governo americano irá cobrar esses valores, ainda que com atraso. O presidente não especificou quais nações deverão realizar os pagamentos.
O texto também sinaliza uma suspensão temporária nas vendas de munições ao exterior. Trump informou que os Estados Unidos estão reforçando os estoques e se preparando para contingências, afirmando que as vendas para aliados serão retomadas em breve.
No ano passado, os EUA e a Otan criaram a Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia. Pelo mecanismo, países europeus pagam por armas americanas e as repassam a Kiev, alterando o modelo de doações diretas praticado no governo anterior.
Sobre a situação militar, Trump negou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estejam com escassez de munições no conflito contra o Irã. Segundo o presidente, a produção de projéteis de calibre médio e alto ocorre em níveis recordes, resultando em quantidades praticamente ilimitadas.
O presidente afirmou ainda que a Rússia não atacará territórios de países-membros da Otan. A declaração ocorre após relatos da imprensa local de que John Ratcliffe, chefe da CIA, teria viajado secretamente a Moscou para alertar o governo russo contra ofensivas aos aliados.
Trump classificou a viagem do diretor da CIA como uma visita de semirrotina e negou que a ida tivesse relação com ameaças russas. O Kremlin já havia descrito as informações sobre a finalidade da viagem como alarmistas.


