O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, nesta sexta-feira (4), a assinatura digital e a lacração dos sistemas eletrônicos que serão utilizados nas eleições gerais de 2026. A cerimônia pública ocorreu a 30 dias do primeiro turno, encerrando a fase de desenvolvimento dos programas que operam as urnas eletrônicas.
O procedimento permite a verificação de que os softwares instalados nas máquinas de votação são as mesmas versões testadas e aprovadas. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou que a medida assegura a transparência e a possibilidade de auditoria durante todo o processo. Segundo o ministro, a segurança do pleito depende de camadas de proteção e controles independentes.
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explicou que o trabalho teve início após as eleições municipais de 2024. Durante dois anos, os sistemas passaram por aperfeiçoamentos e testes. Nesta semana, os códigos-fonte foram compilados, transformando a linguagem de programação em linguagem de máquina para execução nas urnas.
A fase de inspeção dos códigos começou em 2 de outubro de 2025. Ao longo de um ano, entidades como a Polícia Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público e o Congresso Nacional analisaram módulos de transmissão, totalização e criptografia. A assinatura digital funciona como uma impressão digital que impede alterações unilaterais nos programas.
Após a assinatura, os sistemas foram armazenados em mídias não regraváveis e lacrados em três envelopes invioláveis. Dois deles foram guardados na sala-cofre do TSE e o terceiro ficou com o secretário de tecnologia. As cópias serão agora enviadas aos tribunais regionais para a preparação das urnas.
Participaram da cerimônia o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a defensora pública-geral, Tarcijany Linharesa, e o representante do Conselho Federal da OAB, Délio Lins e Silva Júnior. O primeiro turno das eleições ocorre em 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.


