O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta sexta-feira (4), em Brasília, a assinatura digital e a lacração dos sistemas eletrônicos para as eleições de 2026. A etapa ocorre a um mês do primeiro turno do pleito, marcado para o dia 4 de outubro, e visa garantir a integridade dos programas de votação.
Durante a cerimônia na sede do tribunal, os sistemas são assinados digitalmente e lacrados física e digitalmente para armazenamento na sala-cofre do órgão. A assinatura gera os hashes, códigos que funcionam como impressões digitais de cada programa. Segundo o TSE, esse mecanismo permite verificar se a versão utilizada na eleição é a mesma que foi testada e aprovada.
A lacração assegura que os sistemas permaneçam protegidos contra modificações após a conclusão dos procedimentos. As mídias com os programas ficam sob guarda do tribunal, e cópias são posteriormente enviadas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para a preparação das urnas.
O processo finaliza a etapa de compilação iniciada na segunda-feira (31). Estão incluídos programas de funcionamento das urnas, registro e transmissão de boletins, além do recebimento e totalização dos resultados. Entidades que desenvolveram sistemas de verificação de assinatura também terão seus códigos compilados e guardados na sala-cofre.
O procedimento é acompanhado por órgãos fiscalizadores, incluindo a Polícia Federal (PF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Procuradoria-Geral Eleitoral. O TSE informou que as entidades podem verificar a integridade dos sistemas em nova oportunidade de auditoria.
De acordo com o tribunal, mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar em 4 de outubro. O eleitorado escolherá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. O voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.


