O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) finalizou, nesta sexta-feira (4), a etapa de assinatura digital e lacração dos sistemas que serão utilizados nas eleições de 2026. O procedimento, realizado na sede da Corte, prepara a infraestrutura tecnológica responsável pela votação, apuração e transmissão dos resultados do pleito.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, com a presença de autoridades e representantes de entidades fiscalizadoras. Após a assinatura digital, os sistemas foram lacrados nos formatos digital e físico e encaminhados para a sala-cofre do tribunal.
Nunes Marques afirmou que a conclusão da etapa reforça os mecanismos de segurança da Justiça Eleitoral para assegurar que os programas permaneçam íntegros e correspondam às versões testadas. Segundo o ministro, a partir da oposição das assinaturas digitais, não é mais possível efetuar alterações no sistema.
A assinatura digital gera códigos chamados de hashes, que funcionam como impressões digitais dos programas. Esses códigos permitem conferir se a versão utilizada nas urnas é a mesma que passou pelos testes. As mídias com os sistemas ficam sob custódia do TSE antes de serem enviadas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Entidades fiscalizadoras acompanharam o processo e tiveram acesso aos mecanismos de verificação. Instituições que desenvolveram ferramentas próprias de conferência também participaram, com seus sistemas incluídos na cópia física armazenada na sala-cofre. Os resumos digitais foram disponibilizados aos presentes e publicados na internet.
O procedimento abrange programas de funcionamento das urnas, registro e transmissão dos Boletins de Urna, além da totalização dos resultados. Também foram incluídos sistemas de segurança, criptografia e ferramentas de auditoria, conforme previsto na Resolução TSE nº 23.673/2021.


